Agonizando



Eu vim de lado algum, senti o que tinha que sentir por ordem do destino
Marcas ficaram na minha pele, memórias na minha mente
Sobrevive a tudo o que pude e morri em partes
Vim com tudo e regressei com a metade
Soltei com espírito livre a minha felicidade e cá á deixei
Em troca dela levei tristeza, que deu-me peso nas costas 
E não deixa-me caminhar livremente

Então chorei para libertar a dor e não funcionou
Certamente eu sabia mas infelizmente eu cria
Que poderia conseguir ser diferente dos demais
De nada me serviu a franqueza 
E nesses dias senti saudades da doce e agradável vida que levava antes
A leveza dos meus dias anteriores causava inveja a minha agonia pesada 
E nesse abismo sem fim afundo-me cada vez mais

Pareço ser livre de tudo as vezes que até acredito, que sim, sou sim... 
Até que aparece a minha vista a dura realidade e dou-me conta que não!
Ainda não superei nem sequer a metade das coisas que aconteceram

As vezes parece fácil e simples
Parece que estou bem, mas não! 
Então pergunto-me, quando vou conseguir deixar tudo para trás? 
Quando é que o fardo que carrego irá libertar-me é deixar-me viver como antes? 
Será que alguma coisa será como antes? 
Eis a minha questão! 
Importuna-me, sufoca-me! 
faz-me chorar e perceber quão fraca eu sou
Então fez-me escrever tudo o que cá está! 
Leda Rosse

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