Cais do sofrimento

 
Voltei, por onde andei eu não sei.
Escusemo-nos de perguntar
O que a mente não quer lembrar
Do que na alma me cansei.
Esqueçamos, pois logo tudo desvanece,
Este mesmo coração que hoje sente 
Amanhã esquece.

Quando esta alma chora, o vaziu desemboca
No cais do sofrimento
Fingindo ser amor, fingindo ser dor,
Mas esta mesma alama que hoje chora
Amanahã rejuvenesce.

Sei que em algum lugar deste mundo 
Há sol que brilha a meia noite
E luar que chora a minha morte.
Há um som que ecoa no escuro sombrio
Enquanto minha alama clama por socorro, 
Gritando vitória em plena derrota.

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