Azul




O amor é o sol que o dia traz
Que não tarda a nascer quando não se espera,
Que irrompe as janelas do coração com a sua luz
E permite que se veja a beleza das flores!
O amor é o dia que de sol se faz.

O amor é a aurora que dá esperança,
Que faz das memórias passadas histórias
E que transforma o sorriso em uma dádiva!
O amor é a esperança que traz a aurora.
 
Mas quando o sol se vai e o dia descansa
Quando a noite cai e as estrelas se levantam,
Espera-se que a lua traga a sua luz
Como carícia que traz esperança,
Como reflexo do que foi perdido.
Espera-se que o vento a sussurrar diga o que se quer ouvir
Como acordes em sintonia
Como o som que outrora se ouviu.
Que traga paz, como perfume para a alma
E que transforme o fel no mais doce mel
Espera-se e espera-se, enquanto a noite caminha
Lenta, como quem não quer partir,
Como quem terá saudades do que deixa para trás.
 
E lá se vai a noite engolida pela madrugada,
As suas estralas perdem o brilho
E o desfile majestoso da sua lua já não atrai ninguém.
Vem ó madrugada, vai ó madrugada, pois não se quer a ti
Espera-se é pela aurora que trará o amor
Mas não há nada além do nevoeiro
Vê-se a sua cor branca no ar e sente-se o seu frio na pele
Vai ó madrugada e traz-nos a aurora!
É o grito dos que esperam já cansados.

Cada minuto é mais frio
E o raiar do sol parece mais distante do que nunca.
É a tempestade a chegar,
São as lágrimas que transformam águas doces em salgadas
E o dia em noite.
É por amores perdidos que o céu chora
Fazendo crescer rosas que por amores morrem.
E por existirem choros e mortes,
Nascem melodias nunca feitas
Que encantam os que por amor vivem
Entendidas, porém, pelos que por amor morrem.
Pois sabe-se o que é o amor quando se prova a dor!


Observo tanto o zul do céu como também o mar, que se afigura azul por causa do reflexo da luz. A imensidão do céu não me causa tanto pavor como a imensidão das águas do mar, porque o céu sim, é azul, mas qual é a cor da água? Nenhuma! 
Nem tudo é o que parece ser, por isso, encondo-me atrás da poesia,tal como as águas do mar escondem-se atrás de uma cor que não é sua, não porque não quero que saibam o que escrevo, eu é quem não quero saber do que escrevo. Escondo-se do que escrevo e escrevo do que escondo-me. Minha alma abraça estes versos ao mesmo tempo que meu coração finge estranha-los e reprime-os. Meu coração acredita que não haverá cais melhor enquanto minha alma acredita que pode haver, por esta razão, aparto-me destes versos, porque esta alma que tanto os quer pertence à um coração que mal os pode ver.
    Leda Rosse

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